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Soja volta a subir em Chicago e testa os US$ 17 no julho nesta 6ª

grão Imagem de egroll por Pixabay 3754425O mercado da soja voltou a subir na tarde desta sexta-feira (20) depois de começar o dia tímido e com estabilidade na Bolsa de Chicago. As cotações subiam de 5 a 11,50 pontos nos principais contratos, por volta de 13h40 (horário de Brasília), com o julho voltando a ser cotado a US$ 17,02 e o agosto a US$ 16,38 por bushel.

Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, parte das altas se dá por um ajuste de posições, com os fundos vendendo no trigo e olhando para a soja na CBOT. Do mesmo modo, a baixa do dólar frente ao real também ajuda no avanço dos futuros da oleaginosa no mercado norte-americano.

"E com o dólar em queda, aqui no Brasil ninguém quer vender", explica. "Hoje é um dia muito técnico, e não de fundamentos básicos, não temos aqueles fatores que dariam força para os preços", complementa o consultor.

Os traders parecem usar o último pregão da semana para tomar um fôlego e redefinir as rotas do mercado. De um lado, os fundamentos ainda positivos seguem dando suporte aos preços, se dividindo entre o clima no Corn Belt, os estoques ainda apertados e a demanda dando sinais de melhora nos últimos dias.

Todavia, o foco também ainda está sobre o humor do mercado financeiro e os temores sobre o rumo da economia global, a guerra entre Rússia e Ucrânia que está prestes a completar três meses mantendo as cadeias de suprimentos bastante desorganizadas, e a continuidade dos lockdowns na China, apesar das possibilidades de que algumas medidas poderão ser relaxadas.

Assim, os consultores e analistas de mercado seguem afirmando que a volatilidade permanecerá muito presente nos negócios nas próximas semanas, principalmente com a nova safra dos Estados Unidos em andamento. Os novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) serão reportados nesta segunda-feira, às 17h (Brasília) e já são aguardados com ansiedade pelo mercado para avaliar o avanço do plantio americano nos últimos dias.

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes)