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Demanda pela soja americana e possível atraso no plantio americano, faz soja disparar em Chicago

cloheita grão Designed by FreepikInvestidores aproveitam para vender milho e comprar soja em Chicago, na tentativa de regular relação entre os grãos  -  A sexta-feira 13 parece ter dado sorte ao mercado da soja, que fechou o pregão na Bolsa de Chicago com altas de 23 a 32,75 pontos nas posições mais negociadas. Assim, o contrato julho termina o pregão e a semana com US$ 16,46 e o agosto com US$ 15,95 por bushel.

Os últimos dias foram bastante marcados pela volatilidade na espera pelo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe nesta quinta-feira (12), mas também refletiu a complexidade do financeiro e o quadro climático no Corn Belt, além do atraso no plantio americano.

O mercado na CBOT também foi influenciado, segundo explicou Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, por uma nova estimativa de área trazida por uma consultoria privada nesta sexta indicando um aumento no milho e uma redução na soja para 2022/23, ao contrário do que o USDA ainda estima em suas projeções.

"E o mercado fez o movimento contrário do que fez ontem, comprando posições de soja e vendendo de milho", diz.

As decisões de área de plantio pelos produtores norte-americanos, de olho nas condições de clima, dos seguros e das relações disso tudo com os preços de milho e soja na Bolsa de Chicago deverão ser um dos pontos de principal atenção nas próximas semanas.

MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, apesar da baixa de mais de 1% do dólar frente ao real, os preços ainda formam bons indicativos nos portos brasileiros, variando entre R$ 198,00 e R$ 203,00 por saca, como relata a Brandalizze Consulting. As altas em Chicago elevam as cotações a patamares importantes, na casa dos US$ 16,00 por bushel, se adicionam a prêmios elevados e resultam em referências interessantes para os produtores nacionais.

"Estamos fechando uma semana boa, de valorização, com suporte do relatório do USDA. A semana que vem pode ter uma virada do clima americano e o mercado pode dar uma acomodada, perdendo um pouco do fôlego", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze.

Acompanhe na entrevista de Eduardo Vanin, no vídeo abaixo. Eduardo Vanin é analista de mercado da Agrinvest.

FONTE: Notícias Agrícolas(Aleksander Horta e Carla Mendes)