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RS: tempo seco permite que colheita da soja avance para 91%

À medida que a colheita avança, seguem as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. No Estado, foram realizadas até 23/04, 8.970 vistorias de Proagro em lavouras de soja por técnicos da Emater/RS-Ascar.

O Relatório Oficial Estiagem da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul afirma que a totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 14.233 vistorias; os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro.

Na região de Ijuí, a colheita avançou para 99% das áreas. O rendimento médio atual está em 2.140 quilos por hectare, redução de 45% em relação ao estimado. Nos cultivos tardios, semeados em áreas com irrigação, o potencial produtivo está em 1.500 quilos por hectare, enquanto que nas áreas sem irrigação o rendimento diminui para menos de 600 quilos por hectare. Alguns produtores já planejam a próxima safra e reservaram sementes, que são submetidas à classificação e ao teste de germinação; os primeiros resultados apontam produto de regular poder de germinação, mas baixo vigor.

A medida visa avaliar a necessidade de aquisição de semente no mercado. Na região de Santa Rosa, 94% já foram colhidas. Em vários municípios, a colheita está encerrada; em outros as colheitas ocorrerão no final de abril a início de maio. A redução de rendimento é de 41%, chegando à produtividade média de 1.924 quilos por hectare. A produtividade das lavouras onde foi solicitado Proagro deverá atingir em torno de 1.200 a 1.500 quilos por hectare.

Na regional de Bagé, a colheita avançou para 75% da área cultivada. Os avanços são maiores na Fronteira Oeste, com a maior parte dos municípios alcançando 90% da área colhida enquanto que na Campanha, é de 60%.

O rendimento médio está em 1.300 quilos por hectare, com perda de 50%. A tendência é reduzir ainda mais nas lavouras mais tardias. Em geral, o estado fitossanitário das lavouras é bom. Na regional de Soledade, o predomínio do tempo seco continua a favorecer as atividades de colheita, que já chega a 96%. As lavouras estão mais atrasadas são as do Vale do Rio Pardo. A produtividade média se mantém em 1.680 quilos por hectare. Na de Frederico Westphalen, a colheita avança e chega a 95%.

As perdas na região estão em 26%. A produtividade média é de 2.420 quilos por hectare; grãos apresentam tamanho e peso menores, além de desuniformidade de maturação. Na região de Erechim, 98% da cultura foi colhida. A produtividade média é de 2.560 quilos por hectare, com perdas de 33,5% em relação à produtividade esperada.

Na de Caxias do Sul, a colheita avança e se aproxima do final, estando mais atrasada nos municípios de maior altitude nos Campos de Cima da Serra, onde a semeadura é mais tardia. As lavouras tardias apresentam queda de rendimento mais expressiva em decorrência da estiagem. Áreas onde o manejo do solo é adequado, com palhada na superfície e pouca compactação apresentam rendimento significativamente superior às áreas onde o manejo é inadequado.

O rendimento médio teve redução de 37%, ficando em 2.440 quilos por hectare. Na de Porto Alegre, 9% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 51% em maturação e 40% já foram colhidos. Em geral, o desenvolvimento das plantas está abaixo do normal para o período, conforme o ciclo de cada cultivar.

Com o avanço da colheita, a perda média está em 55%; porém as maiores são esperadas nas lavouras mais do tarde, que correspondem à maior área da região. Na região de Pelotas, as precipitações ocorridas na semana foram de baixos volumes e não atingiram a maioria dos municípios. A cultura está em plena fase de colheita. As produtividades variam de 700 a 1.620 quilos por hectare.

As cultivares de ciclos normal e tardio sofreram mais fortemente os efeitos da estiagem nos períodos críticos de falta de água. Na de Passo Fundo, a colheita segue em ritmo acelerado e chega a 98% das áreas; o restante se encontra em maturação. O rendimento médio atual é de 2.256 quilos por hectare. A cultura apresenta perdas, sendo que o rendimento médio de áreas vistoriadas é de 1.350 quilos por hectare.
FONTE: AGROLINK(Aline Merladete)