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Soja oscila na Bolsa de Chicago com notícias de demanda da China nos EUA

soja e137245421b1914864b8044b03e39e60As notícias de demanda por soja da China nos EUA nesta quinta-feira (3) motivam novas altas para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Depois de começar o dia em queda, por volta de 12h20 (horário de Brasília), as cotações registravam ganhos de 1,75 a 3,25 pontos nos principais contratos. Dessa forma, o novembro tinha US$ 9,17 e o maio/20, US$ 9,50 por bushel.

Primeiro, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe as vendas semanais norte-americanas para exportação bem acima das expectativas. Foram mais de 2 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 900 mil e 1,4 milhão de toneladas, e o principal destino foi a China.

Ainda assim, porém, o total das vendas no ano comercial seguem abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Além disso, o USDA trouxe também o anúncio de uma nova venda de soja para a China de 252 mil toneladas, com todo o volume referente à safra 2019/20. Ontem, um outro anúncio já foi feito de outras 464 mil toneladas. No início da semana, o mercado já especulava compras de 1 milhão de toneladas, e indicando as confirmações com volumes parciais.

Além disso, os traders também se mantém atentos às relações entre China e EUA, visto que se encontram as delegações de alto escalão na capital americana na semana que vem. Um acordo final, porém, ainda se mostra distante, conforme acreditam especialistas.

Atenção ainda às condições de clima para o desenvolvimento da colheita nos EUA, que não são favoráveis neste momento, e às baixas produtividades que começam a ser registrada neste início dos trabalhos de campo.

NO BRASIL
No Brasil, a formação dos preços pode ser prejudicada pelo dólar que, nesta quinta-feira, perde mais de 1%. A moeda americana era cotada, no início da tarde de hoje, perdia 1,01% para R$ 4,09.

O mercado se atenta também aos prêmios no mercado nacional. Os prêmios pagos pela soja brasileira foram pressionados nos últimos dias, principalmente nas referências para o produto da safra velha diante de uma demanda um pouco mais presente da China no mercado norte-americano.

Valores que atuavam acima de US$ 1,00 sobre as cotações praticadas na Bolsa de Chicago hoje valem, na oferta do comprador, entre 65 e 70 centavos de dólar. Os vendedores, porém, pedem de 95 centavos acima, como explica Vlamir Brandalizze.

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes| Instagram@jornalistadasoja)