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Melhora nas condições de lavouras pressiona Chicago

A melhora nas condições das lavouras acabou pressionando as cotações na Bolsa de Chicago, segundo informou o especialista Luiz Fernando Pacheco, que é analista da T&F Consultoria Agroeconômica. De acordo com ele, de resto, houve pouca modificação em relação ao complemento da semana passada.

“O ajuste negativo desta terça-feira foi provocado pelo relatório sobre as condições das lavouras divulgado ontem pelo USDA, que registrou uma melhora superior à que o mercado esperava (55% entre bom/excelente, contra 54% das expectativas dos analistas), voltando a pesar sobre as cotações um cenário produtivo mais favorável. Com isto, se diluiu o impulso conseguido no dia anterior com o tom conciliador entre EUA e China. A falta de ações concretas esfriou os ânimos", comenta.

Isso porque, nesta sexta-feira, os Futuros de soja fecharam em queda de 7,50 centavos na maioria dos contratos, praticamente devolvendo os ganhos do dia anterior. O contrato de setembro fechou a $ 846,25 (contra 853,75 da sessão anterior), com máxima de $ 852,0 (857,25) e com mínima de $ 843,0 (842,0).

O farelo de soja de setembro fechou também em queda de US$ 1,5/tonelada a $ 291,50 (293,0). E o óleo de soja fechou em queda de 32 pontos, com o contrato de setembro fechando a $ 28,01 (28,33). A soja registrou perdas de mais de US$ 2,0/t, enquanto o milho e o trigo não tiveram grandes variações. O panorama produtivo está ganhando protagonismo, nos EUA.

Em relação ao dólar, engatou a quarta alta consecutiva frente ao real nesta terça-feira, cravando uma nova máxima em cerca de um ano, mas a moeda terminou longe das máximas da sessão, em dia em que o Banco Central anunciou operação extraordinária de dólares no mercado à vista para segurar a disparada da moeda.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)