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USDA eleva em 2 pontos percentuais soja em boas condições nos EUA, acima do esperado

soja usda73975ffd15321285fae616228ab38d6bO USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) publicou seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras trazendo o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições em 55%. O número teve alta de dois pontos percentuais na semana e ficou acima dos 54% esperados pelo mercado.

São 32% das lavouras em condições regulares, contra 33% da semana anterior, e 13% e condições ruins ou muito ruins, contra 14% da semana anterior.

O índice do milho em boas ou excelentes condições também subiu na semana e passou a 57%, contra 56% do reporte anterior do USDA. O número ficou dentro das expectativas do mercado.

30% dos campos do cereal estão em condições regulares, mesmo número da sessão anterior, e 13% em condições ruins ou muito ruins, contra 14% da semana anterior.

Milho: Semana começa com cotações em campo misto na Bolsa de Chicago
A semana começa com desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). O primeiro contrato encerrou com uma queda de 1,25 pontos, já as demais cotações encerraram a segunda-feira (26) com valorizações de 0,50 pontos.

O vencimento setembro/19 foi cotado à US$ 3,58 por bushel com baixa de 1,25 pontos, o dezembro/19 valeu US$ 3,68 por bushel com alta de 0,50 pontos, o março/20 foi negociado por US$ 3,80 por bushel com valorização de 0,50 pontos e o maio/20 teve valor de US$ 3,89 por bushel com alta de 0,50 pontos.

De acordo com as informações do Ben Potter da Farm Futures, as cotações futuras do milho não tiveram grandes movimentações nesta sessão e o dia foi marcado por algumas movimentações técnicas. “Os preços do milho operaram em campo misto em meio às movimentações técnicas irregulares”, afirma Ben Potter.

Outro fator que influenciou o mercado foi a tentativa de acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão. O presidente Donald Trump disse que a nação asiática compraria grandes quantidades de milho dos EUA, mas não deu detalhes. O Japão também compraria carne bovina, suína, trigo, etanol e laticínios.

“O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que há trabalho a ser feito no acordo. Ainda assim, espera-se que um acordo seja assinado no próximo mês, de acordo com relatos da mídia”, informou a Reuters.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única que registrou desvalorização foi Castro/PR com uma queda de 1,43% com a saca ao redor de R$ 34,50.

Já as valorizações foram percebidas apenas nas praças de Sorisso/MT, que registrou uma alta de 10,00/% no balcão e terminou o dia cotado a R$ 22,00 a saca. Já em Brasília, a alta foi de 9,43% com a saca a R$ 29,00.

A XP Investimentos aponta que o mercado físico de milho abre a semana estudado. “Localmente, tanto compradores quanto vendedores estão fora do mercado, apenas testando as cotações. Enquanto produtores seguram suas cargas exigindo preços maiores na exportação, granjas e indústrias possuem bons estoques e programação de cargas para receber. Assim, os agentes apenas “assistem” o mercado externo e a movimentação da taxa de câmbio”, dizem os analistas.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou que as diferentes condições de oferta e demanda regional têm feito com que os preços do milho apresentem movimentos distintos dentre as praças acompanhadas.

“Esse contexto reduz o ritmo de negócios, levando compradores a adquirir apenas pequenos lotes para o curto prazo. Já na região dos portos, o bom ritmo das exportações mantém em alta os valores do cereal”, aponta o boletim.

Já as exportações de milho brasileiro terminaram a quarta semana de agosto com média de 369,9 mil toneladas por dia útil, índice 201,1% maior do que o mesmo período do ano passado, quando a média diária foi 122,8 mil toneladas.

Confira como ficaram as cotações nesta segunda-feira:
MILHO
Exportação de milho do Brasil em agosto já aproxima-se do recorde de julho
SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de milho do Brasil, segundo exportador global do cereal, deverá renovar uma máxima histórica em agosto, de acordo com dados do governo divulgados nesta segunda-feira, que apontam que os embarques até a penúltima semana do mês já se aproximaram da máxima histórica registrada em julho.

Até o dia 23 de agosto, o país havia embarcado 6,288 milhões de toneladas, ante recorde histórico de 6,317 milhões de toneladas contabilizados em julho pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os embarques diários de milho do Brasil tem sido, em média, de quase 370 mil toneladas em agosto, segundo dados da Secex desta segunda-feira.

As exportações de milho do país neste ano estão volumosas após o país colher uma safra recorde de cerca de 100 milhões de toneladas em 2019.

Além disso, o dólar forte frente ao real tem favorecido os negócios, tornando o milho brasileiro competitivo no mercado internacional.

Outro fator que ajuda nas vendas foi a quebra de safra dos EUA, os maiores produtores e exportadores globais do cereal.

Há consultorias que estimam embarques históricos neste ano. A Datagro, por exemplo, vê 40 milhões de toneladas em 2019, ante cerca de 25 milhões em 2018.

Para as exportações de milho atingirem 40 milhões de toneladas em 2019, os embarques entre agosto e dezembro teriam que atingir uma média de 5 milhões de toneladas, já que segundo os dados do governo os embarques no acumulado de janeiro a julho somaram 15,6 milhões de toneladas.

SOJA
Já os embarques de soja do país, maior exportador global da oleaginosa, somaram cerca de 4 milhões de toneladas até a penúltima semana de agosto, ante 7,8 milhões de toneladas em julho, com exportadores brasileiros lidando com uma safra menor, atingida pela seca.

No acumulado do ano até julho, as exportações brasileiras de soja somaram 52,3 milhões de toneladas, de acordo com números do governo, ante 56,5 milhões de toneladas em igual período do ano passado.

Com a safra menor, o Brasil teria disponível apenas mais 15 milhões de toneladas para atender os mercados interno e externo até a próxima colheita, no início de janeiro, na avaliação T&F Agroeconômica.

Ainda que a China não esteja com o mesmo apetite de 2018 por conta da peste suína africana, o maior importador global tem feito negócios recentemente, em meio ao acirramento da guerra comercial com os norte-americanos.

Na última semana, a T&F contabilizou negócios de 800 mil toneladas de soja brasileira.

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes| Instagram@jornalistadasoja)