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Colheita da soja é retardada pelo clima

O mais novo levantamento realizado pela consultoria DATAGRO indicou que até o dia 1º de março a colheita chegou a 47,9% da área, contra 43,0% da semana anterior. Contudo, a incidência de chuvas em boa parte da região produtora da oleaginosa fez com que a safra não evoluísse como o esperado nos últimos sete dias do mês de fevereiro.

No entanto, a consultoria afirmou também que os trabalhos nas lavouras ainda seguem em um ritmo bastante considerável se levados em consideração os 36,4% de 2018 e dos 38,9% da média para 5 anos. Nesse cenário, os números indicam que a safra de milho de verão foi mais prejudicada do que a soja.

“O maior índice de precipitações também afetou a colheita de milho de verão 2019 na região Centro-Sul, que chegou a 31,7% sobre 27,3% da área registrado na semana anterior. Esse percentual ainda está acima dos 26,3% em igual momento de 2018, porém pouco abaixo dos 32,8% da média para cinco anos”, escreveu a DATAGRO em seu relatório.

Já para o milho de inverno, os números indicam também que 76,2% da área esperada já foi semeada, acima dos 68,2% que foram registrados durante a semana passada. Além disso, o plantio também é maior em relação aos 67,0% de 2018 e dos 69,3% da média para os últimos 5 anos.

O andamento da colheita e o câmbio oscilando menos na comparação com o mesmo período do ano passado fez com que se mantivesse o viés de baixa sobre as cotações do grão, mesmo com as revisões para baixo na produção. O farelo de soja seguiu esse movimento de baixa. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em fevereiro, a tonelada do insumo ficou cotada, em média, em R$1.265,11, sem o frete, em São Paulo.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)