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Transgênicos beneficiam meio ambiente, diz estudo

O estudo “20 anos de transgênicos no Brasil: impactos ambientais, econômicos e sociais” produzido pela consultoria Agroconsult com o apoio do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) indicou que o meio ambiente se beneficiou com a adoção de cultivos de sementes transgênicas. De acordo com a diretora-executiva do CIB, Adriana Brondani, a redução na aplicação de defensivos foi o fator determinante pata a recuperação ambiental.

Segundo o estudo, a economia de defensivos químicos foi de, aproximadamente, 36% para soja, 18% para milho verão, 16% para milho inverno e 32% para algodão. Em termos práticos, os agricultores economizaram cerca de 800 mil toneladas de pesticidas nos dados do acumulado dessas quatro culturas, que serviram de amostra para o estudo.

Outro benefício citado por Adriana é a economia de combustível na hora da pulverização e, consequentemente, uma menor eliminação de gases poluentes que são produzidos por essas máquinas. Além disso, ela lembra que as culturas geneticamente modificadas conseguem produzir mais com menos área plantada, o que reduz a pressão por novas lavouras e desmatamento.

“Em outras palavras, caso fosse necessário manter o nível de produção alcançado pelas áreas de cultivos transgênicos, deveriam ter sido plantados 9,9 milhões de hectares a mais no País entre 1998 e 2017. As sementes transgênicas transformaram o trabalho no campo. Antes, era comum que a atividade fosse considerada excessivamente difícil e sacrificante”, explica.

Além disso, o cultivo de transgênicos também promovem benefícios econômicos, sociais e financeiros. Nesse cenário, os geneticamente modificados injetaram R$ 45,3 bilhões na economia brasileira, tendo gerado aproximadamente 49.281 novos postos de trabalho e R$731 milhões a mais em receitas de impostos.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)