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Soja volta a subir em Chicago nesta 4ª feira com altas do trigo e fundos recomprando

cbot654d6.46gsdimagesOs preços da soja, após iniciarem o dia com estabilidade na Bolsa de Chicago, voltaram a subir no pregão desta quarta-feira (18). Por volta de 9h50 (horário de Brasília), subiam enrre 5,75 e 6,25 pontos, trazendo o maio/18 de volta aos US$ 10,53 por bushel. Os contratos julho e agosto conseguiam, dessa forma, retomar os US$ 10,60.

Segundo o analista de mercado Bryce Knorr, do portal Farm Futures, a recompra de posições que dá força às cotações do trigo chega também à soja, permitindo uma retomada das cotações.

No entanto, os traders já têm precificadas as informações conhecidas e esperam por novidades para redefinir suas posições, como explicam analistas e consultores. Ainda assim, não tiram os olhos de fatores como a guerra comercial entre China e EUA, o início da nova safra norte-americana e a demanda.

"O debate (China x EUA) continua e o mercado está esperando pela causa e efeito dessa disputa", diz a Benson Quinn Commodities.

Como explica a consultoria internacional AgResource Mercosul (ARC), nesse momento, os importadores chineses Têm evitado novas e grandes compras de soja dos EUA, "continuando a adição de contratos de exportação para a oleaginosa brasileira e, até mesmo, alguns cargueiros provenientes do Canadá".

Na outra ponta, começa o plantio nos EUA, porém, ainda sem ritmo em função do frio intenso e da neve que cobre os campos no Meio-Oeste. Entretanto, como ainda é bastante cedo, o impacto dessas condições ainda é limitado, tal qual as especulações em torno desse quadro.

"O cenário semelhante ao inverno perdura sobre as principais regiões sojicultoras norte-americanas. Temperaturas gélidas, tempestades de neve e solos secos consistem sobre o Cinturão Agrícola e a região do Delta norte-americano. Ainda é prematuro afirmar qualquer perda de safra, entretanto o plantio já se encontra atrasado. A permanência deste padrão climático para maio será extremamente prejudicial ao país", diz o reporte da ARC.
FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes)