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Commoditie: Preços internacionais estão mais altos

Afirmação de Gustavo Domingues, diretor de Acesso a Mercados do Mapa - “2017 deve marcar o crescimento das exportações do agro em melhor nível que os anos anteriores. Isso não vinha ocorrendo desde 2013. Há também alguma melhora dos preços internacionais, apesar de estarem em níveis mais baixos, conforme foi observado em 2011 e 2012”. A afirmação é de Gustavo Cupertino Domingues, diretor de Acesso a Mercados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com ele, apesar de o agro ser um “caso de sucesso na economia brasileira”, o país precisa diversificar sua pauta de exportação: “Por mais que o mercado flutue, nós temos uma vaga cativa entre os grandes exportadores mundiais. O que o Mapa tenta fazer agora é ‘incomodar’ esses países, ampliando o leque de exportação”.

As afirmações foram feitas na última semana durante o Enaex 2017 (Encontro Nacional de Comércio Exterior), realizado no Rio de Janeiro pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O representante do governo disse ainda que a atual meta do governo é atingir 10% da participação brasileira no agro, no âmbito do mercado de exportação. “Hoje estamos em torno de 6,8%”, afirmou Domingues ao Portal da SNA.

“Precisamos avançar mais nessa questão. Nós dominamos o mercado de suco de laranja, colocamos a carne como valor agregado, temos café solúvel, açúcar, todos com níveis de processamento, mas precisamos ter de 15 a 20 produtos a mais na pauta. Sabemos que isso é muito difícil, pois há questões de financiamento, logística, etc., mas é um trabalho de longo prazo. É necessário persistência, continuidade de políticas e também investigação, porque precisamos saber o que os outros países estão fazendo”, explicou.

Para ele, o governo quer dar mais ênfase às negociações comerciais com os países asiáticos. “É ali que se localiza a grande fonte, em razão do crescimento da economia e da classe média”, concluiu.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)