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Preços do trigo no Mercosul descolam de Chicago

Região tem oferta e demanda próprias  -  A situação do mercado de trigo no Mercosul começa a se descolar dos resultados da Bolsa de Chicago. De acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, isso ocorre porque a região tem oferta e demanda próprias, além de reunir um importante player exportador do mercado internacional, que é a Argentina, e o segundo maior importador global, que é o Brasil.

Nesta safra de 2017/18, o total de trigo produzido na região deverá diminuir 6,17%, passando de 25,25 milhões de toneladas, para 23,69 MT, com uma expectativa de redução de 56,51% nos estoques finais, que deverão passar de 3,84MT para 1,67MT. Segundo a T&F, isso pode ser um fator de alta dos preços a médio e longo prazos.

A redução da oferta do Mercosul está determinada pela redução nas produções do Paraná (-27,3%), do RS (-24,4%), do Brasil em geral (-22,8%) e do Paraguai (-41,53%), que não será compensada pelo aumento de 6,06% da safra argentina – embora este percentual esteja ameaçado pelos excessos hídricos no momento. Assim, a disponibilidade de trigo no Mercosul será menor, embora ainda indefinida.

Os preços FOB STowed (US$ 186/t para dezembro) estão muito baixos. Normalmente os preços do trigo argentino são 10 dólares a menos do que os preços do trigo americano no Golfo do México, que hoje estão em US$ 221/t, mas hoje estão 35 dólares abaixo, embora estejam apenas 10 dólares a menos do que os $194-196/MT do trigo russo FOB Novorossiysk, que é quem realmente domina o mercado internacional.

“A redução na oferta e a manutenção da demanda de trigo no Mercosul poderá elevar levemente os preços do trigo, tanto argentino, como nacional, a médio e longo prazos”, conclui o analista sênior da Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco.
FONTE: AGROLINK(Leonardo Gottems)