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Estresse por altas temperaturas em trigo:

ARTIGO: O estresse provocado por altas temperaturas é um dos principais fatores ambientais que limitam a produção de trigo, em muitas partes do mundo. A expansão da triticultura para o Brasil Central, está sendo possível com o desenvolvimento de genótipos produtivos e principalmente com tolerância as altas temperaturas.

O objetivo desta revisão é caracterizar o estresse por altas temperaturas e apresentar as principais características empregadas nos programas de melhoramento para tolerância a esse tipo de estresse em trigo.

O estresse por altas temperaturas provoca alterações em diversos processos metabólicos, prejudicando a fotossíntese, culminando em perdas significativas no rendimento de grãos. Afeta diferentes estágios de desenvolvimento do trigo; provocando redução na germinação e no vigor das plântulas afetando o estande final.

Nas fases de planta adulta até o final do ciclo, reduz a estatura das plantas, a duração do ciclo, o número de grãos por espiga e o peso médio dos grãos. Na fase reprodutiva, desde diferenciação floral até a floração, os impactos são mais acentuados, pela redução do número de espiguetas, número de flores por espigueta e esterilidade das flores. Na fase final do ciclo, altas temperaturas afetam o acúmulo de fotoassimilados no enchimento dos grãos, o resulta em menor peso médio dos grãos.

Esta revisão também descreve os principais mecanismos de tolerância ao estresse de calor em trigo, que poderão auxiliar na identificação de genótipos tolerantes ao estresse de calor, como:

- termoestabilidade de membrana;

- proteínas de choque térmico;

- atividade antioxidante; caráter stay-green;

- precocidade;

- e depressão da temperatura do dossel.

Autores: Guilherme Ribeiro; Adérico Júnior Badaró Pimente; Moacil Alves de Souza; João Romero do Amaral Santos de Carvalho Rocha; Wallisson Basílio da Fonseca

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FONTE: Agrolink