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Corn Belt ainda sente traços de estresse hídrico na soja e no milho

Lavouras de soja e milho em Iowa e Illinois - Foto: AgResourceCorn Belt ainda sente traços de stress hídrico na soja e no milho. Previsões climáticas para meados de julho indicam temperaturas mais elevadas e esse não é o cenário ideal para a polinização do milho e nem para o florescimento da soja. Confirmado este cenário, mercado em Chicago pode ficar ainda mais especulado - O analista de mercado Matheus Pereira, da AgResource, destaca que os olhos do mercado estão voltados para o andamento nos plantios nos Estados Unidos. Após a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última segunda-feira (26), as cotações passaram a subir, uma vez que houve uma diminuição do número de lavouras em boas condições em 1%.

A AgResource está realizando um tour pelo Meio Oeste americano e pode constatar que 9% das lavouras já estão em fase de florescimento. Já é a segunda visita realizada aos campos no cinturão agrícola - a última foi realizada há 15 dias. Foi possível observar que, após o plantio, houve um período prolongado de estiagens que originou em um estande pouco cheio, com problemas de germinação.

Com isso, Pereira destaca que, por mais que as chuvas retornem, há traços de estresse hídricos nas lavouras, o que faz com que a divulgação do USDA seja sensata.

A partir dos meses de julho e agosto será possível obter mais informações sobre a influência do clima nas lavouras norte-americanas. Ele conta que o meteorologista da AgResource vem prevendo um padrão de temperaturas mais quentes, que não são o cenário ideal para a produção. Caso essas previsões forem confirmadas, muita especulação estará de volta ao mercado. O mês de junho de 2017 já foi considerado o mais seco desde 2012.

Houve um aumento expressivo da área de soja nos Estados Unidos neste ano. Na sexta-feira, o USDA irá divulgar um relatório final dessa área que foi plantada. Contudo, os produtores não estão satisfeitos com as expectativas de produtividade, que não devem ser recorde como a do ano passado, porém a safra ainda deve ser cheia.

Para o produtor americano, o custo de produção aumentou nas questões de replantio, especialmente na soja. A cada 5 talhões, 1 talhão necessitou de replantio, de acordo com relatório da AgResource. Há uma alta porcentagem de subsídio do replantio por parte do Governo americano, mas os custos incidem sobre o maquinário e as sementes utilizadas para o replantio.

Pereira acredita que, para os preços, é um período delicado, tendo em vista as produções cheias dos principais países e os estoques recordes. Com isso, ele aconselha os produtores a aproveitarem os momentos especulativos.

Na sequência, veja imagens de lavouras de soja e milho da safra 2017/18 nos estados de Iowa e Illinois. As fotos são da AgResource.

Lavouras de soja e milho em Iowa e Illinois - Foto: AgResource

 

Lavouras de soja e milho em Iowa e Illinois - Foto: AgResource

 

Lavouras de soja e milho em Iowa e Illinois - Foto: AgResource

 

Lavouras de soja e milho em Iowa e Illinois - Foto: AgResource

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes e Izadora Pimenta)