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Soja segue do lado negativo na CBOT, com dólar em queda, preços recuam também no BR

O mercado da soja, no pregão desta terça-feira (14), segue realizando lucros e opera em campo negativo. Os principais contratos perdiam, por volta de 12h50 (horário de Brasília), pouco mais de 3 pontos, com o março/17 valendo US$ 10,51 e o maio/17, referência para a safra do Brasil, sendo cotado a US$ 10,62 por bushel, amenizando ligeiramente as baixas registradas mais cedo.

Já no Brasil, com o dólar testando a linha abaixo dos R$ 3,10 nesta terça, mais cedo, os preços da soja nos portos brasileiros também acompanhavam o recuo. No terminal de Rio Grande, o produto disponível era negociado a R$ 74,40 por saca, perdendo 0,80%, enquanto no mercado futuro, a referência perdia mais de 1% e ia aos R$ 77,70 no início da tarde de hoje. Assim, novos negócios ficavam cada vez mais distantes.

Bolsa de Chicago

Os traders seguem ajustando suas posições e atentos à espera das novidades que possam dar mais direção ao mercado. A demanda se mantém como principal suporte para as cotações - principalmente com os indicadores de embarques e vendas norte-americanas - enquanto o avanço da colheita no Brasil e a safra da América do Sul, de uma forma geral, caminhando para sua fase de conclusão ainda exercem algum peso sobre a formação dos preços na CBOT.

"Os dados (do USDA) vêm consolidando nossas projeções que os EUA irão exportar mais que o programado e terão estoques finais muito abaixo do que tem sido apontado pelo USDA, porque a demanda internacional esta forte e não vem somente da China, grande parte dos países está importando soja para atender o setor de ração. Os números mostram recorde histórico do volume embarcado até o momento e isso é positivo para os fundamentos da e serve de apelo positivo em Chicago", explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

Nesta terça, o USDA trouxe o anúncio de uma nova venda de 142,5 mil toneladas de soja da safra 2016/17 para o México, dando algum pequeno fôlego ao mercado.

Para analistas da AgResource Company Brasil, essa lateralização do mercado ainda deve durar por mais algumas semanas, motivada também pela intensa posição dos fundos entre as commodities agrícolas, especialmente a soja, e que também aguardam por informações que possam mudar significativamente o direcionamento dos futuros da oleaginosa.

"As incertezas da administração de Trump coloca os investimentos nas commodities como um investimento mais "seguro" para os gestores de riscos. A AgResource Brasil acredita que os fundos não deverão migrar seus investimentos até uma melhor confirmação da safra norte-americana 2017/18. Isto significa que uma tendência agressiva de alta ou baixa ainda é improvável", diz o relatório da consultoria.

FONTE: Notícias Agrícolas(Carla Mendes)