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Impeachment: O que muda para o agronegócio?

Com a aprovação do processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o que muda no âmbito empresarial? “Muda tudo por um lado, e não muda nada, ainda, por outro. A não ser a esperança de alguma melhora num prazo mais curto do que se ela tivesse ganho a votação. Mas esta confiança é fundamental como base para as mudanças efetivas que deem começar agora”, responde o analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco.
De acordo com pesquisa da Agência Reuters, são de 80% as chances de aprovação do impeachment no Senado. “Temer já é quase presidente, está articulando o ministério e isto já dá um alívio em todos. Todo o otimismo está concentrado na (grande) capacidade de articulação de Temer. Ele passa a impressão de uma pessoa, equilibrada, séria, aparentemente bem-intencionada e de um pensamento econômico mais à direita do que o PT ou Dilma. Isto já encoraja não somente a população como a maioria dos empresários”, comenta Pacheco.
“Se apresentar um programa de governo positivo (ainda que, todos sabemos, seja duro) e uma equipe digna de confiança para executá-lo (fala-se na volta de Armínio Fraga, o que é um bom começo), então empresários de dentro e de fora do país recomeçarão a investir e, com isto, reverter a onda de desemprego, que é o grande mal que assola o país. Obras públicas e privadas, eventualmente através de concessões, poderão consolidar esta reversão de tendência”, explica o especialista.
Segundo ele, com a continuidade do processo as “expectativas do mercado melhoram, as taxas de juros mais longas devem cair e as empresas ficam um pouco mais otimistas. Se o Senado aprovar a continuidade, o nível de otimismo aumenta. Mas a mudança não vai ter um reflexo imediato sobre a atividade econômica, porque o governo ainda vai ter de trabalhar com ajustes importantes para a economia”.

FONTE: Agrolink(Leonardo Gottems)