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“Uso sustentável da água é dever de todos”, afirma consultora técnica da FAEG

Nos últimos anos, o período da seca e a escassez da água estiveram“Uso sustentável da água é dever de todos”, afirma consultora técnica da FAEG presentes em diversas regiões do estado. Apesar de sofrerem com os prejuízos e dificuldades que o período apresenta, os produtores de Goiás, que encontram na irrigação a base que precisam para produzir, estiveram no centro das discussões da mídia nos últimos dias. Decorrente disso, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (SENAR Goiás), realizaram nesta sexta-feira (30), um debate sobre os problemas de escassez de água em algumas cidades de Goiás e o uso sustentável do recurso pela agropecuária, durante a 10ª edição do programa Sistema FAEG/SENAR Interage.

Para esclarecer os temas que permeiam o uso da água na agricultura, além de expor possíveis soluções de uso do recurso, a inciativa contou com a participação da consultora técnica do Senar Goiás, para área de irrigação, Jordana Sara e do superintendente de recursos hídricos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Cidades, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos (Secima), Beto de Godóy Neto.

Anápolis

O município de Anápolis tem sido foco de debates nos últimos dias. De acordo com Jordana Sara, a escassez de água na região é recorrente. “Basta entrar o período da seca que os agricultores se deparam com esses gargalos. Isso tem se tornado recorrente”.

De acordo com a legislação, em caso de escassez de água declarado pelo órgão regulador, o uso prioritário do recurso vai para o abastecimento público. Sobre a medida que integra a legislação, a consultora avalia a necessidade de regulamentação e planejamento no encaminhamento em casos de escassez. “Precisamos ter uma resolução que paute a forma de agir perante casos de escassez, racionando o uso entre todos os usuários”, ressaltou Jordana.

Outro aspecto abordado e visto como desnacessário por Sara, foi o tratamento dado aos produtores rurais. “A fiscalização não pode ser abusiva e tratar o produtor rural como marginal, ela deve ser sempre educativa, para instruir o produtor da forma correta e legal de fazer o uso do recurso”, enfatizou.

Para o superintendente da Secima, Beto de Godóy Neto, a situação exigiu uma ação enérgica, o que não justifica o abuso de poder por parte de alguns fiscais. “Realmente acreditamos que não pode haver excessos. O produtor não deve ser tratado como um meliante ou alguém que esteja “roubando” água, na verdade nós entendemos que o produtor necessita tanto quanto qualquer pessoa da zona urbana”, explica. Ainda sobre a abordagem da fiscalização da Secima, que tem autorização para lacrar usos irregulares, o superintende orienta. “Qualquer produtor que tenha sido ofendido de alguma forma pode procurar as autoridades competentes e também a própria Secima, que estaremos à disposição”, explicou Bento.

De igual para igual

Para Jordana Sara, é necessário que todos entendam que o uso da água deve ser sustentável para todos, não abrangendo apenas a irrigação. “Quantas vezes vemos pessoas lavando as calçadas, enchendo suas piscinas, em tempos de seca? Isso é recorrente, por isso afirmar que a escassez é ocasionada pela irrigação na agricultura é errôneo. Precisamos entender que o produtor rural que esteja legalmente munido tem o direito de uso equiparado aos outros usos e que o uso sustentável do recurso é uma prática cabível a todos”, salientou.

“Lavar a alma”, mas não os gargalos

“Não podemos deixar que a memória da seca passada seja apagada pelas chuvas de agora”. A frase enfática foi utilizada pelo superintendente para reafirmar a necessidade do diálogo constante. “Todos os elos da cadeia produtiva devem estar atentos a esses gargalos e mais que isso, entender que tentar encontrar culpados não é a melhor alternativa, mas sim, investir em ações públicas que possam auxiliar tanto produtores quanto usuários urbanos”, afirmou Bento.

Proteção de Nascentes

Entendendo a necessidade de proteger o bem mais precioso que temos, o SENAR Goiás, lançou o programa Proteção de Nascentes, que tem como objetivo recuperar e protejer matas e nascentes, focando no reflorestamento com mudas nativas.

O programa é visto com bons olhos por órgãos como a Secima. “Somos parceiros do Senar nesse projeto e entendemos que ele é de suma importância para o meio ambiente. São inciativas assim que impulsionam melhorias no meio ambiente”, afirmou o superintendente.

FONTE: Canal do Produtor